Substituição de Restauração Fraturada em Resina no Dente 38 (Face Ocluso-Vestibular)

INTRODUÇÃO

A durabilidade das restaurações diretas em dentes posteriores está diretamente relacionada à qualidade da técnica restauradora, da adesão e dos materiais utilizados. Fraturas parciais de restaurações em resina composta, associadas à exposição dentinária, podem causar sensibilidade e desconforto ao paciente, sendo necessária a remoção da restauração e sua substituição criteriosa. Este relato descreve a reconstrução funcional e estética do dente 38 com perda parcial de restauração ocluso-palatina, utilizando resina composta de alta performance.

 

RELATO DE CASO

Paciente do sexo feminino, 30 anos, compareceu ao consultório odontológico com queixa de sensibilidade no dente 38, principalmente ao frio e à mastigação. Ao exame clínico, observou-se fratura parcial da restauração em resina composta na face ocluso-palatina do dente, com exposição dentinária central, porém sem sinais de infiltração ativa ou comprometimento estrutural severo (Figura 01).

 

PROCEDIMENTO CLÍNICO

Após anestesia local, foi realizado isolamento absoluto com lençol de borracha, assegurando um campo operatório seco e livre de contaminação (Figura 02).

A remoção da resina composta antiga foi realizada com brocas diamantadas em alta rotação, de forma conservadora (Figura 03). Em seguida, a limpeza cavitária foi feita com pasta de pedra-pomes e água (Figura 04 e 05)

O condicionamento ácido seletivo foi realizado com ácido fosfórico a 37%, Super Etch (SDI) aplicado exclusivamente sobre o esmalte por 15 segundos (Figura 06), seguido de lavagem abundante e secagem suave, mantendo a umidade dentinária adequada (Figura 07).

Na sequência, foi aplicado o sistema adesivo universal Zip Bond Universal (SDI) de forma ativa, cobrindo todas as paredes cavitárias. A fotopolimerização foi feita por 20 segundos com o aparelho Radii Xpert (SDI) (Figura 08).

Como liner, foi inserida uma fina camada de resina fluida Luna Flow A2 (SDI) na base da cavidade, promovendo selamento e adaptação (Figura 09).

A reconstrução anatômica iniciou pela parede vestibular com a resinacomposta Luna 2 A2 (SDI), devolvendo o contorno externo do dente (Figura 10). Em seguida, foi esculpida a cúspide mésio-lingual (Figura 11), seguida pela construção da cúspide vestibular central e da disto-vestibular, respeitando as cristas marginais e sulcos principais (Figura 12).

A morfologia oclusal foi finalizada com atenção à anatomia funcional, estabelecendo inclinações, profundidade dos sulcos e ajuste visual (Figura 13). Para garantir a completa polimerização superficial, foi aplicado gel bloqueador de oxigênio sobre a restauração antes da última fotopolimerização (Figura 14).

O acabamento e polimento inicial foram realizados com pontas de borracha espirais e escova de pelo de cabra, promovendo lisura e brilho imediato (Figura 15). O isolamento foi removido e o ajuste oclusal foi checado e corrigido, se necessário.

 

RESULTADO FINAL

A restauração apresentou excelente integração cromática, brilho natural e adaptação funcional (Figura 16). A paciente relatou alívio imediato da sensibilidade e satisfação com o resultado estético.

 

CONCLUSÃO

A substituição de restaurações fraturadas em dentes posteriores requer domínio técnico, protocolos adesivos bem definidos e atenção à escultura anatômica. O uso de materiais de alta qualidade, como os empregados neste caso, contribuiu para um resultado previsível, duradouro e esteticamente satisfatório.

Figura 1 – Fotografia inicial

Figura 1 – Fotografia inicial

 

Figura 2 - Isolamento absoluto

Figura 2 – Isolamento absoluto

Figura 3 – Remoção da resina

Figura 4 – limpeza cavitaria

Figura 4 – limpeza cavitaria

 

Figura 5 – cavidade limpa

Figura 5 – cavidade limpa

Figura 6 – ataque ácido

Figura 6 – ataque ácido

 

 

Figura 7 – pós lavar e secar

Figura 7 – pós lavar e secar

 

 

Figura 8 – sistema adesivo

Figura 8 – sistema adesivo

 

Figura 9 – liner

Figura 9 – liner

 

Figura 10 – parede vestibular

Figura 10 – parede vestibular

 

Figura 11 –cúspide ML

Figura 11 –cúspide ML

 

Figura 12 – parede cúspide V central, cúspide VD

Figura 12 – parede cúspide V central, cúspide VD

 

Figura 13 – morfologia oclusal

Figura 13 – morfologia oclusal

 

Figura 14 – gel bloqueador de oxigênio

Figura 14 – gel bloqueador de oxigênio

 

Figura 15 – acabamento e polimento inicial

Figura 15 – acabamento e polimento inicial

 

Figura 16 – resultado final.

Figura 16 – resultado final.

 

autoria
do caso

Alex Olivaldo

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